Festival Glorioso Verão, baseado nas obras de Shakespeare deu-nos a possibilidade de ver filmes, espetáculos e oficinas, nos palcos de Lisboa.

O British Council, colaborou com o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa num programa que incluiu quatro filmes icônicos (entrada livre) da coleção "Shakespeare on Film", em parceria com o British Film Institute. Olivia Funnell descreve o festival e o impacto do mesmo.

SHAKESPEARE EM Portugal

“Shakespeare ainda é relevante?, esta foi a questão colocada a Sara Carinhas, atriz portuguesa e embaixadora Shakespeare do British Council Portugal, que esteve no British Council durante um workshop de língua Inglesa em Lisboa.

Um olhar sobre o Festival de Verão, programa “Glorioso Verão” é suficiente para responder à questão. As sinopses para produções de cinema, dança, música e teatro do festival estão recheados de frases como 'baseado em', 'reinterpretação','moderno-dia take' e 'inspirado por', o que prova como a obra de Shakespeare é ainda uma inspiração para os artistas de hoje, independentemente da cultura ou da língua.

O British Council tem como objetivo promover a noção de que a arte transcende as fronteiras nacionais e estimula o interesse na obra de Shakespeare. Por este motivo colaborámos com o prestigiado Teatro Nacional D. Maria II como produtor do festival de verão e como parte das celebrações do programa Shakespeare Lives.

Um Glorioso Verão no teatro

O Festival Glorioso Verão ofereceu-nos um trabalho criativo muito rico, encenado em teatros nacionais e municipais, bem como em conhecidos locais, ao ar livre em Lisboa.

O diretor artístico do Teatro Nacional D Maria II, Tiago Rodrigues, foi elogiado pelo seu trabalho como diretor e dramaturgo em Portugal e no estrangeiro, que contribuiu com duas das suas criações que foram apresentadas em todo o mundo.

A peça By Heart tece uma anedota pessoal e referências à opressão política de grandes figuras literárias, em torno de um soneto de Shakespeare. Vários voluntários exploraram em palco o processo de memorização como um ato de liberdade ao dizer “By Heart”, soneto 33, em si um elogio ao poder da memória para aliviar a dor e perda.

A peça de Tiago Rodrigues António e Cleópatra, de regresso a Lisboa após apresentação no festival Avignon, destila a essência dos amantes através da poesia e do gesto. O Festival Glorioso Verão proporcionou uma plataforma para a Escola Superior de Teatro e Cinema, apresentar duas das suas produções do último ano: Shake, Shake, Shake My LoveSonho de uma Noite de Verão, que foram realizadas no Teatro Nacional D Maria II e no Teatro ao Largo, Teatro Nacional São  Carlos, respetivamente. Na produção de Romeu e Julieta do coreógrafo Rui Horta, a Companhia Nacional de Bailado reuniu com o Teatro Nacional D. Maria II para realizar o trabalho interdisciplinar de Rui Horta.

Foi facultada a legendagem em inglês de todas as produções do festival o que permitiu ao público internacional ver e ouvir o trabalho de artistas portugueses e os alunos do British Council beneficiaram de descontos em todos os espetáculos.

Um Glorioso Verão no cinema

Glorioso Verão foi o pretexto ideal para passar os quatro filmes de Shakespeare on Film, coleção do British Council em parceria com o British Film Institute, com entrada livre. O clássico Romeu e Julieta de Zeffirelli abriu o festival, apresentado por Tiago Rodrigues, Aida Tavares e Joanna Burke, ex-diretora do British Council Portugal.

Outros filmes como, Hamlet de Olivier, Macbeth de Polanski e Rei Lear de Brook, fizeram parte do ciclo de cinema do festival.

Um Glorioso Verão nos museus, teatros e bibliotecas

O British Council levou a vários espaços culturais, o Complete Walk, uma amostra das 37 peças de Shakespeare de 10 minutos cada, que constituiu mais uma experiência livre sobre Shakespeare para os membros do público. Cada espaço cultural (museu, biblioteca, teatro) passou em contínuo um número de filmes selecionados. Foi possível fazer um trilho por Lisboa para ver os 37 filmes e explorar as instituições culturais onde foram apresentados.

Um Glorioso Verão continua...

Shakespeare não é claramente um estrangeiro para o público português, como ilustrado no Festival Verão Glorioso. Em resposta à pergunta do estudante de línguas sobre Shakespeare, se Shakespeare ainda é importante nos nossos dias, Sara Carinhas realça a capacidade de Shakespeare se expressar em poucos palavras acerca de um contexto muito vasto. As inovadoras re-interpretações das suas peças, apresentadas este verão em Lisboa, mostraram mais uma vez como o legado de Shakespeare continua a ser pertinente e fértil 400 anos depois.