O júri procura candidatos que se destaquem em termos de conteúdo, de clareza na apresentação, de carisma.

CONTEÚDO

O conteúdo das apresentações deve ser cientificamente correto. Se o tema escolhido está associado a alguma controvérsia ou incerteza, a apresentação deverá conter uma menção aos pontos de vista opostos. 

CLAREZA 

A clareza é essencial para uma comunicação de ciência eficaz. A estrutura da apresentação deverá permitir que o público e o júri consigam seguir facilmente a apresentação e estes deverão ficar com uma compreensão completa do conceito científico escolhido.

CARISMA

O público e o júri deverão sentir-se inspirados e entusiasmados com a ciência. O vencedor ideal será um apresentador carismático que faz da ciência algo fácil de entender, entertaining, entusiasmante, e que não só é capaz de comunicar ciência mas também partilha a sua paixão pela mesma.

Dicas dos membros do júri

  1. Pense sobre o início e o final – Agarre-nos logo no início e depois deixe-nos com um final que nos satisfaça e que nos deixe a sentir que fizemos uma viagem completa (é bom quando, de alguma forma, se volta ao início, mas esta não é a única maneira de terminar).
  2. Não tente copiar o estilo de outra pessoa – Use o que funciona consigo.
  3. Certifique-se de que o conteúdo científico é suficiente - Podemos aprender muito em três minutos, se tudo for bem contado.
  4. Fale-nos de algo que o entusiasme... - Esse entusiasmo ser-nos-á transmitido.
  5. Ponha de lado a rede de segurança que o PowerPoint constitui - Imprimir alguns slides numa t-shirt ou, pior ainda, em pedaços de papel laminado reduz a sua apresentação de três para duas dimensões.
  6. Esteja 100% presente – Estando ciente do que está a acontecer no aqui e agora,  mantém o público envolvido (mesmo que seja algo que está a correr mal!) - e demonstra que está confiante o suficiente para lidar com a situação.
  7. Não exagere na introdução – Claro que precisa de definir a cena, dar-nos um momento para entender quem é e nos conduzir ao assunto que vai tratar. Mas vai ter de fazer tudo isso rapidamente! A apresentação só começa verdadeiramente depois da introdução – que deve ser curta e incisiva.
  8. Tem de saber para onde vai - Por muito que tenha trabalhado o texto da sua apresentação, certifique-se de que conhece também os marcos principais: os pontos que o vão manter no caminho certo. Provavelmente serão cerca de cinco, e o último será normalmente o última linha da apresentação. Se isso tiver bem fixado na sua mente, então não importa quantas das linhas cuidadosamente escritas venham a desmoronar, continuará a saber como irá terminar. E terá assim menos uma distração.
  9. "Sobre que irão falar mais tarde?" – Sobre que é a sua apresentação? Precisa de ser capaz de responder a esta pergunta em, digamos, dez palavras. Essas palavras precisam de funcionar quando introduzidas por "Sabia que..." ou "Hoje ouvi uma coisa incrível...". Dar às pessoas informações ou conhecimentos memoráveis que elas podem usar como moeda social é a melhor maneira de espalhar ideias por aí.
  10. Pense em termos de representação teatral - O impacto de um adereço pode ser alterado pela forma como é introduzido - é transportado, pegou nele, ou é revelado de repente? Da mesma forma, pode arrastar o seu final, começar a revelá-lo aos poucos, ou a partir de uma direção inesperada. Não há maneira certa ou errada de o fazer; tem de escolher o que melhor combina consigo e com a sua história. Mas certifique-se de que escolhe uma maneira de fazer, em vez de apenas deixar acontecer.