Lisboa recebe, no final de março, um conjunto de sessões gratuitas integradas no programa internacional “Five Films For Freedom”, uma iniciativa do British Council que promove histórias LGBTQIA+ através do cinema e do acesso global a conteúdos culturais.
A cidade junta-se, desta forma, a uma rede internacional de exibições que dão visibilidade a cinco curtas-metragens de diferentes geografias e perspetivas, numa celebração da diversidade, da liberdade individual e da expressão identitária.
Desenvolvido em parceria com o BFI Flare: London LGBTQIA+ Film Festival, o programa tem vindo a afirmar-se como um movimento global de partilha cultural, alcançando milhões de espectadores desde a sua criação, em 2015.
Num contexto internacional em que as relações entre pessoas do mesmo sexo continuam criminalizadas em mais de 60 países, o programa procura ampliar a visibilidade de histórias LGBTQIA+ e promover conversas abertas sobre diversidade, direitos e inclusão.
Em Lisboa, as sessões decorrem entre os dias 23 e 28 de março, em diferentes espaços culturais, com entrada gratuita:
- 23 de março, 20h00 às 21h30 - Gatsby Cocktailaria (Setúbal). Sessão com confirmação prévia via WhatsApp: 934 901 016
- 26 de março, 18h30 - FNAC Avenida de Roma
- 28 de março, 16h00 - Casa Capitão. Exibição seguida de conversa com o público
Cinco histórias oriundas de diferentes partes do mundo
A edição de 2026 reúne cinco curtas-metragens que abordam realidades LGBTQIA+ a partir de diferentes contextos culturais:
- I Hate Helen - Realização de Katie Lambert (Reino Unido)
Uma história sobre as emoções intensas da adolescência e o despertar do desejo entre duas raparigas no ambiente escolar.
- Rag Dolls - Realização de Amy Adler (EUA/México)
Um retrato íntimo de um casal que enfrenta simultaneamente discriminação, deficiência e pobreza, construindo uma relação baseada no cuidado e na solidariedade.
- Room 206 - Realização de Laurie Bisceglia (França)
Um documentário que acompanha o trajeto de autodescoberta de Clair após uma cirurgia de afirmação de género.
- Sweat (Mô Hôi) - Realização de Edward Nguyen (Vietname)
Na véspera de abandonar o Vietname rural, um trabalhador agrícola confronta-se com questões de identidade, intimidade e desejo.
- Theo - Realização de Monica Palazzo e Joana Galvão (Brasil)
Durante o Mundial de Futebol de 1986, uma criança de sete anos começa a desafiar as expectativas de género enquanto descobre a sua própria forma de existir.
O cinema como ferramenta de ligação cultural
Para o British Council, iniciativas como “Five Films For Freedom” demonstram o poder da cultura e da criação artística para promover a compreensão e o diálogo entre diferentes sociedades.
Ao reunir histórias de vários países e contextos, o programa convida o público a refletir sobre experiências humanas universais - identidade, amor, pertença e liberdade - reforçando o papel do cinema como espaço de empatia e encontro.
Além das sessões presenciais, os cinco filmes estarão também disponíveis gratuitamente online para audiências em todo o mundo durante o período do festival.
Mais informação em https://arts.britishcouncil.org/five-films.