Os nossos níveis e o QECR
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Mat Wright

A descrição dos nossos níveis é baseada no QECR.

O que é o QECR?

QECR é a abreviatura de "Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas: Aprendizagem, ensino, avaliação".

No ensino de línguas, diferentes países europeus usavam diferentes currículos e exames - como comparar um exame feito na Suíça após cinco anos de estudos com um certificado de fim de curso em Espanha?

Escala Global

Para dar resposta a estas dúvidas o Conselho da Europa decidiu desenvolver uma estrutura com descritores de competências numa língua, abrangendo qualquer língua europeia.  

Em vez de ser baseada no número de horas de estudo ou em qualificações,  a estrutura descreve aquilo que as pessoas são efetivamente capazes de fazer ao utilizar uma língua.

Estas competências variam desde o conhecimento de apenas algumas palavras até à utilização da língua de uma forma quase perfeita.

A "Escala Global" é composta por três níveis, e cada nível é subdividido em dois:

A: Utilizador Elementar 

  • A1 Nível de iniciação  
  • A2 Nível elementar

B: Utilizador Independente

  • B1 Nível limiar ou intermédio
  • B2 Nível vantagem ou pós-intermédio

C: Utilizador Proficiente

  • C1 Nível de autonomia ou avançado
  • C2 Nível de mestria ou proficiente

Para cada um dos níveis o QECR descreve o que o aprendente é capaz de fazer em termos das competências de leitura, compreensão oral, produção oral e escrita.

Por exemplo, um aprendente no final do nível A1: 

  • É capaz de interagir de maneira simples desde que o interlocutor fale de forma pausada e clara e esteja preparado para ajudar.

Em comparação, no nível C2:

  • É capaz de se expressar de forma espontânea, fluente e correta, diferenciando variações finas de sentido, mesmo em situações mais complexas.*

De acordo com esta estrutura, podemos comparar qualquer exame formal, certificado ou programa. Por outras palavras, qualquer aspeto da aprendizagem, do ensino ou da avaliação de uma língua pode – aplicando os devidos esforço e atenção - ser comparado através desta tabela. 

Grelhas de autoavaliação

Para permitir que os aprendentes compreendam esta estrutura, foram também desenvolvidas “Grelhas de autoavaliação”, onde os aprendentes podem comparar o que são capazes de fazer nas competências de leitura, compreensão oral, produção oral e escrita – segundo os níveis do QECR.  Por exemplo, quando fala com alguém, como melhor se classifica tendo em conta os seguintes descritores?

  • Sou capaz de participar sem esforço em qualquer conversa ou discussão e utilizar expressões idiomáticas e coloquiais.  (C2)*
  • Sou capaz de interagir com fluência e espontaneidade suficientes para tornar possível a interação normal com falantes nativos (B2)*
  • Sou capaz de interagir em situações simples desde que o interlocutor esteja preparado para repetir ou reformular as questões num ritmo mais lento e ajudar-me a formular o que estou a tentar transmitir. (A1)*

Progressão

Cada aprendente irá progredir de forma diferente dependendo de vários fatores, tais como a exposição à língua e à cultura, o conhecimento de outras línguas, a motivação, etc.

A título meramente indicativo, o Cambridge English Language Assessment – (Universidade de Cambridge) prevê que cada um dos níveis seja atingido com o seguinte número de horas de aprendizagem: nível A2: 180-200 horas; nível  B1: 350-400 horas; nível B2: 500-600 horas; nível C1: 700-800 horas, e o nível C2: 1000-1200 horas.  

 

As escalas globais

Veja as escalas globais em português abaixo. 

As grelhas de autoavaliação

As grelhas de autoavaliação encontram-se disponíveis para mais que 30 idiomas.
Descarregue  as grelhas de autoavaliação: Inglês | Português

*© Conselho da Europa

Escala Global*

UTILIZADOR EXPERIENTE

C2

É capaz de compreender sem esforço praticamente tudo o que lê ou ouve. É capaz de reconstituir factos e argumentos de fontes diversas, escritas e orais, resumindo-as de forma coerente.

É capaz de se exprimir de forma espontânea, fluente e precisa e de distinguir pequenas diferenças de sentido relacionadas com assuntos complexos.

C1

É capaz de compreender uma vasta gama de textos longos e complexos, assim como detetar significações implícitas. É capaz de exprimir-se de forma espontânea e fluente sem, aparentemente, ter de procurar as palavras. É capaz de utilizar a língua de maneira eficaz e flexível na sua vida social, profissional ou académica. É capaz de exprimir-se sobre assuntos complexos, de forma clara e bem estruturada, e de mostrar domínio dos meios de organização, de articulação e de coesão do discurso.

UTILIZADOR INDEPENDENTE

B2

É capaz de compreender o conteúdo essencial de assuntos concretos ou abstratos num texto complexo, incluindo uma discussão técnica na sua especialidade. É capaz de comunicar com uma grande espontaneidade que permita uma conversa com um falante nativo, não se detetando tensão em nenhum dos falantes. É capaz de exprimir-se de forma clara e pormenorizada sobre uma vasta gama de assuntos, emitir uma opinião sobre uma questão atual e discutir sobre as vantagens e as desvantagens de diferentes argumentos.

B1

É capaz de compreender os pontos essenciais quando a linguagem padrão utilizada é clara, tratando-se de aspetos familiares em contextos de: trabalho, escola, tempos livres, etc. É capaz de participar na maior parte das situações que podem ocorrer em viagem, numa região onde a língua alvo é falada. É capaz de organizar um discurso simples e coerente sobre assuntos familiares, em diferentes domínios de interesse. É capaz de relatar acontecimentos, experiências ou um sonho, expressar um desejo ou uma ambição e justificar, de forma breve, as razões de um projeto ou de uma ideia.

UTILIZADOR ELEMENTAR

A2

É capaz de compreender frases isoladas e expressões de uso frequente relacionadas com assuntos de prioridade imediata (por exemplo, informações pessoais e familiares simples, compras, meio envolvente, trabalho). É capaz de comunicar em situações correntes que apenas exijam trocas de informações simples e diretas sobre assuntos e atividades habituais. É capaz de descrever com meios simples a sua formação, o seu meio envolvente e referir assuntos que correspondam a necessidades imediatas.

A1

É capaz de compreender e utilizar expressões familiares e correntes assim como enunciados simples que visam satisfazer necessidades imediatas. É capaz de apresentar-se ou apresentar alguém e colocar questões ao seu interlocutor sobre assuntos como, por exemplo, o local onde vive, as suas relações, o que lhe pertence, etc. É capaz de responder ao mesmo tipo de questões. É capaz de comunicar de forma simples desde que o seu interlocutor fale clara e pausadamente e se mostre colaborante.

Ligações externas